Por que quase nenhuma das suas notas te ajuda.
Você tem notas que pareciam importantes.
Uma frase de um livro.
Uma ideia que surgiu enquanto você caminhava.
Algo que alguém disse em uma reunião.
Uma recomendação.
Uma coisa que você queria fazer.
Você anotou.
E, por alguns segundos,
sentiu que não ia mais perder aquilo.
Mas não é isso que costuma acontecer.
Você não perde.
Você guarda.
E nunca mais abre de novo.
Escreva.
O problema não é você anotar pouco.
Nem é anotar demais.
O problema é que a maioria das notas
não te dá um motivo para voltar.
Uma nota que só diz:
“Falar com a Marta sobre o projeto”
funciona hoje.
Daqui a três semanas, talvez você não lembre:
qual era o projeto,
por que precisava falar com a Marta
ou o que queria conseguir com aquela conversa.
A nota continua lá.
Mas já não serve mais.
Escolha uma nota que você não leia
há um mês.
Antes de abrir,
escreva o que você acha que ela diz.
Olhe.
Agora abra.
Leia.
E responda a estas três perguntas:
O que eu queria lembrar exatamente?
Por que isso me pareceu importante?
Quando isso poderia ser útil de novo?
Decida.
Agora decida uma coisa.
Essa nota merece sobreviver?
Nem tudo que você anota merece continuar existindo.
Se já não significa nada, apague.
Se ainda importa,
dê a ela um motivo para voltar.
Faça.
Abra o idazery.
Crie uma Note ou abra uma que já tenha.
No dia de hoje, adicione:
“Quero lembrar disso porque…”
e indique a referência à nota com [[...]]
E depois:
“Isso pode me ser útil quando…”
Não precisa escrever um ensaio.
Duas frases bastam.
Porque uma nota útil não é a que você guarda.
É a que você consegue encontrar,
entender
e usar quando importa.
Até domingo que vem,
Jesús
idazery.com